Canibaliza.
Mataste-a qual caçador triunfante
De arrasto a levaste.
Agora,
Separa-lhe a pele dos ossos
Rasga as entranhas
Desfaz cada riso, cada abraço.
Queima o beijo que te deu
E do negro carvão
Que ficou perdido nas cinzas da paixão
Assa-lhe a Alma
No Inferno da tua fogueira acessa
Tempera com a mesquinhez malvada
Devora-lhe sem piedade o que ficou
Cada gesto, cada olhar
O sentimento que lhe não deste.
Canibaliza.
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