quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Esquizofrenia .

A vida não pára, e, com toda a certeza, não espera.
Hoje é somente mais um dia depois de ontem e antes de amanhã. Tão iguais, tão indiferentes. Hoje ri-me das mesmas coisas, que ontem desprezei e amanhã já terei esquecido. Porque a vida não pára, não espera.
O tempo comanda. O compassado tique-taque dos relógios invisíveis, coordena cada passo, cada olhar, cada suspiro. Espontaneidade é, pois, uma palavra oca, sem qualquer sentido. Nem tão pouco qualquer surpresa. Essa talvez já tenha caído no esquecimento, ou, até, nunca tenha existido. Não me lembro de surpresa alguma realmente. Dar aos outros, sempre aos outros. Esqueço que prezo imensamente o Eu.
Talvez seja mais egoísta achando não o ser, achando dar de mim aos demais, mesmo nem sempre dando o melhor de mim. Considero-me modelo, condição. Mais que egoísmo, é pois a vaidade confrontada com a baixa auto-estima, culminando numa monstruosa falsa confiança. Quebro, pois, limites humanos e sociais, acabando sempre por encontrar possiveís soluções nos outros, mas aproximando-me sempre da verdadeira resposta em mim mesma.
O que é a Amizade, afinal?

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