sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Dentro de Ti, inquieta.

Só.
Nunca um vazio
uma escuridão cerrada
uma gaiola fechada
Nunca.
Hoje tudo parece certo
Neste momento tão errado
Hoje, os ponteiros do relógio
Continuam a girar
Quando o tempo
Há muito devia ter parado
Os ponteiros caminham
E das horas surgiram dias
E dos dias surgiu vazio.

Apagaram-se as velas mortiças
Num adro Azul.

Cortaram-me as asas
E a gaiola
Pareceu o único lugar acolhedor
Pois já nem o brilhante Azul do céu
Reflectia em Mim esse valor.
Hoje já não sei Ser
Outrora, perdi-me,
mas na força do tempo,
dos meus braços e
de tantos mais abraços
Encontrei a saída
Encontrei-me a Mim

Hoje,
Já me acomodei na gaiola
Porque o caminho esmoreceu
E o labirinto
Não é mais labirinto
Pois não estou perdida
Estou encontrada em Ti,
faculdade fantástica
Que inocentemente me deste
Quando me encontraste a Mim

Hoje.
Não me posso encontrar
Sei exactamente onde estou
Presa na escuridão
Que dentro de ti criaste
Ainda vivo,
permaneço na gaiola inquieta
Procuro, sim, a luz
Procuro a tua mão
Vem, com as asas que te dei
Cura as minhas
Vamos voar os dois
Mostra-me que ainda
Posso ser o que Sou.

Sem comentários:

Enviar um comentário