sábado, 21 de agosto de 2010

Chronophobia .

Temo as horas que passam. Também os minutos, e, até mesmo, os ínfimos segundos, que parecem nem existir de tão despercebidos que passam, nem parecendo as águias de longas asas que realmente o são. Temo os ponteiros dos relógios.
Dias sucedem dias, tão iguais a dias, que não passam de dias, mas, que no fundo, recheiam o calendário, e, no final, parecem nunca ser suficientes para a atribulada existência.
Temo as estações do ano; especialmente o Verão! O ar gélido percorre-me as veias e o bafo quente escorre pelos meus poros. Um antagonismo que procura equilíbrio entre tapetes de folhas secas e carpetes de flores perfumadas, porém, em tempo algum esse equilíbrio me encontrará.
Temo o Tempo. Que fluí, que passa, que te trouxe e levou num bater de asas, e que, por mais corra, por mais tempo que passe, não te trará jamais.



Quem tem medo, compra um cão!

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