Murmuras palavras doces
Notas ecoam na minha cabeça
És tu que cantas
Tu que entoas
Um sem número de canções
Que me inundam a alma
E transbordam na vista
Que ardem no peito
E me aquecem o ventre.
Canta
Tua voz dilacerante
Corta
Todas as veias que circulam
Todas as artérias que afluem
Espalhando o sangue na rua,
Procuro-me nalguma gota
Que de mim de esvaiu
Onde estás?
Onde estou chorando?
Estou onde estou rindo!
És Tu sineiro
És Tu
Encharca-me com teu esforço
Faz o carrilhão dobrar
Pois encantada
Não ficarei, jamais.
Não param as palavras
os tons e as cores
Modelas-te no pensamento vazio
Recrias um mundo outrora perdido
Saltas da janela e flutuas.
Refaz-te em mim!
Surge de mim!
E a bailarina continua a dançar.
Talvez o melhor
Seja fechar a caixa.
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